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Home»Brasil»Custo da construção registra alta em junho com pressão da mão de obra, aponta FGV
Brasil

Custo da construção registra alta em junho com pressão da mão de obra, aponta FGV

26/06/2025Nenhum comentário2 Mins Read
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O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou aumento em junho, impulsionado principalmente pelos reajustes salariais nos canteiros de obras. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumulou uma alta de 7,19% nos últimos 12 meses, refletindo a pressão exercida pela mão de obra no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) voltou a subir em junho, evidenciando que a mão de obra é, atualmente, o principal fator de pressão inflacionária no setor. A análise é da economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que aponta uma combinação entre desaceleração da atividade econômica e redução no ritmo de contratações como os principais vetores por trás do resultado.

Apesar do cenário de menor dinamismo, a expectativa futura segue otimista. Segundo a pesquisadora, o mercado de trabalho permanece aquecido, sustentando a perspectiva de continuidade na alta dos custos trabalhistas. “Todas as categorias do INCC apresentaram variações positivas em relação a maio, o que indica que a inflação do setor tende a permanecer acima da média geral da economia”, avalia Ana Maria.

A economista destaca ainda que o aumento registrado no mês pode estar parcialmente associado a reajustes salariais concentrados em datas-base regionais, especialmente em praças com alta densidade de obras. Entretanto, o cenário de escassez de mão de obra qualificada segue como fator estrutural, pressionando o índice de forma contínua.

“Mesmo que o salto de junho tenha caráter pontual, a tendência de elevação nos custos da construção civil permanece, impulsionada pela dificuldade de contratação no setor”, acrescenta.

Índice já acumula alta de 7,19% em 12 meses

Com o resultado de junho, o INCC-M acumula uma alta de 3,46% no primeiro semestre de 2025 e 7,19% em 12 meses, confirmando uma trajetória de inflação persistente nos custos de construção.

De acordo com o boletim divulgado nesta quarta-feira (24) pela FGV, a maior parte das capitais pesquisadas apresentou aceleração nos preços, com exceção de Salvador e Rio de Janeiro, que registraram relativa estabilidade no período.

Esse cenário representa um desafio crescente para construtoras e incorporadoras, que precisam equilibrar pressões de custo, margens operacionais cada vez mais comprimidas e dificuldades na gestão de equipes. Ao mesmo tempo, a expectativa de retomada na demanda para os próximos meses mantém o setor em ritmo de atividade elevado — mas também sujeito a tensões estruturais.

BRASIL Construção Desenvolvimento Negócios Projetos
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